FCC  Facebook Twitter Youtube instagram fcc

Marca GOV 110px

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu oficialmente as Freguesias Luso-Brasileiras da região da Grande Florianópolis (SC) como patrimônio cultural brasileiro. São elas: Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição e Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, e Enseada do Brito, no município de Palhoça. O tombamento foi aprovado por unanimidade no segundo dia da 107ª reunião do Conselho Consultivo do Iphan.

O tombamento resultará na inscrição das Freguesias Luso-Brasileiras nos livros do Tombo Histórico e do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, pelos valores aferidos em estudos. Freguesias era como se chamavam pequenos aglomerados urbanos e rurais durante o período colonial em torno de uma igreja católica. Em Santa Catarina, desenvolveram-se para fortalecer e oficializar a ocupação do território, quando a Coroa Portuguesa ordenou que imigrantes oriundos dos Açores se estabelecessem em pontos estratégicos da região. Localizadas no litoral do estado, possuem traçado urbano marcado por igrejas, praças, residências térreas e alguns sobrados que ainda hoje mantêm suas características originais.

Com o reconhecimento do Iphan, os conselheiros esperam contribuir com a salvaguarda e visibilidade dessas localidades, além de abrir caminhos para investimentos em restauração, educação patrimonial e turismo cultural, promovendo o desenvolvimento sustentável das regiões envolvidas. Confira características de cada uma das freguesias:

Enseada do Brito: Localizada no município de Palhoça, foi fundada entre 1748 e 1750. Destaca-se pelo seu traçado urbano preservado, com um grande terreiro entre a igreja e o mar, característica singular na região. Denominada originalmente Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, desde os seus primeiros anos foi mais conhecida como Enseada de Brito - nome que muitos atribuem ao bandeirante Domingos de Brito Peixoto, que, em 1651, estabeleceu-se na localidade com mais algumas famílias e criou o primeiro núcleo de povoamento.

Foto: Rancho Cultural
Foto: Rancho Cultural

Ribeirão da Ilha: Localizada em Florianópolis, foi instituída oficialmente em 1809. O nome provém de um pequeno rio ou ribeira, que nasce de uma forte cachoeira no Alto de Santo Estevão (Alto Ribeirão).

Foto: Rancho Cultural
Foto: Rancho Cultural

Santo Antônio de Lisboa: Instituída em 1750, antes chamava-se Freguesia de Nossa Senhora das Necessidades e Santo Antônio. Foi das primeiras freguesias constituídas em Santa Catarina e uma das mais expressivas da região, principalmente por comercializar por mar grande parte da produção agrícola do norte da Ilha de Florianópolis.

Foto: Rancho Cultural
Foto: Rancho Cultural

Lagoa da Conceição: A antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa, atualmente Lagoa da Conceição, foi instituída em 1750. O povoamento intensivo de Lagoa aconteceu a partir de março de 1748, quando ali se instalou o primeiro grupo de imigrantes açorianos.

Foto: Rancho Cultural
Foto: Rancho Cultural

Fonte: Assessoria de Comunicação do Iphan - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) esteve presente no Colóquio A Pensar a Diáspora, promovido pelo Governo Regional dos Açores. O evento contou com um grupo de palestrantes convidados do Canadá, Estados Unidos, Bermudas, Uruguai e Brasil. 

Na palestra apresentada pela diretora de Patrimônio Cultural da FCC, Lélia Pereira Nunes, foi abordado o tema "A Açorianidade em Santa Catarina é Patrimônio Cultural". 

Com o evento, realizado em Ponta Delgada, o Governo dos Açores pretende reforçar os laços entre as comunidades açorianas espalhadas pelo mundo e a sua terra natal, promovendo o intercâmbio de conhecimentos, a colaboração e o desenvolvimento de soluções conjuntas que fortaleçam a identidade açoriana e favoreçam o progresso das diversas comunidades envolvidas.

Os açorianos chegaram à Ilha de Santa Catarina no século XVIII. Entre os principais motivos, a imigração foi incentivada pelo governo português para povoar e proteger o território contra invasões estrangeiras. Na cultura, na gastronomia e nos hábitos de vida do litoral catarinense, é possível identificar diversas tradições herdadas dos colonizadores.

No próximo dia 22, sábado, a Casa de Campo do Governador Hercílio Luz terá evento especial em homenagem às mulheres. A atividade é gratuita e será realizada no jardim da casa de Campo Hercílio Luz, com música, brincadeiras, café colonial, palestras, massagens e diversos cuidados com a mulher.

O evento Café no Jardim será realizado a partir das 14h e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Rancho Queimado. Espera-se cerca de 250 mulheres e pede-se que usem roupas cor-de-rosa na ocasião. 

 
 

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio da coordenação do Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina (SEM/SC) da Diretoria de Patrimônio Cultural (DPAC), disponibiliza gratuitamente a versão digital da nova edição do Guia de Museus de Santa Catarina . Esta é a quarta versão da publicação, cujas edições anteriores datam de 2001, 2008 e 2014.

"Quis o bom destino que eu esteja à frente da Fundação Catarinense de Cultura para lançar esta nova edição que conta com a colaboração de 201 instituições museológicas. Isso significa que mais de cem municípios de Santa Catarina são diretamente responsáveis pelas informações desta nobre edição. A cada um, nossos agradecimentos e nosso respeito pelos conteúdos apresentados", destaca a presidente da FCC, Maria Teresinha Debatin, no prefácio da publicação. "Nossos agradecimentos se estendem a todos que colaboraram com dados, fatos e registros fotográficos, bem como a todos que responderam positivamente ao chamado e se comprometeram com o resultado. À equipe da FCC, dinâmica, determinada e firme na busca, que garantiu a qualidade e a confiabilidade do conteúdo disponibilizado neste novo guia, nosso aplauso e gratidão", completa a gestora.

O Guia de Museus de Santa Catarina é um livro que apresenta os museus do estado, contendo informações como endereço, dias e horários de visitação, e-mails e telefones de contato, redes sociais, entre outras. No total, 201 instituições de 113 municípios distribuídos pelas sete regiões museológicas catarinenses estão presentes na publicação. As informações sobre horários e dias de funcionamento dos museus estão sujeitas a alterações, conforme a necessidade dessas instituições.

A publicação está disponível gratuitamente em sua versão digital, clicando aqui . A versão física tem previsão de lançamento para 2025.

As práticas socioculturais associadas à produção tradicional do recheio alemão feito em São Pedro de Alcântara receberão no próximo domingo, dia 22 de setembro, às 11h30, o certificado de Patrimônio Imaterial do Estado de Santa Catarina, conferido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC). A cerimônia de entrega ocorrerá durante a Oktobertanz, no município localizado na Grande Florianópolis, logo após o desfile histórico e cultural da festa.

A solicitação de registro do recheio alemão como Patrimônio Imaterial foi encaminhado à FCC pela Prefeitura Municipal de São Pedro de Alcântara, por meio da Casa da Cultura e Turismo, há três anos. A iguaria, feita com miúdos e temperos, normalmente é introduzida como recheios de carnes de frangos. O alimento é bastante popular, sendo um dos principais pratos servidos nas festas comunitárias e nas reuniões familiares, cujo preparo torna-se principal foco da memória afetiva e de sociabilidade para descendentes e comunidades de imigrantes alemães.

O recheio alemão começou a ser produzido a partir das primeiras gerações de imigrantes na região de São Pedro de Alcântara, ainda por volta de 1829. A cidade é identificada como a colônia de origem alemã mais antiga de Santa Catarina. Como o frango era comumente criado pelos imigrantes alemães, tornava-se uma opção mais viável economicamente e de simples criação.

Há registros históricos que se referem ao recheio de galinha, ou recheio alemão, com provável origem no termo alemão “Gefildene Hinhele” (galinhas recheadas). Ainda de acordo com estes registros, há receitas semelhantes encontradas na Alemanha e na Áustria.

 

Subcategorias