Na última semana, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura se reuniu na Biblioteca Nacional de Brasília para discutir políticas culturais e contou com a participação de delegações das cinco regiões do país. Secretários de cultura de todo Brasil se reuniram com a Casa Civil e o Ministério da Cultura (Minc) para falar sobre os cortes de 84% da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
A presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Maria Teresinha Debatin, esteve presente no encontro para protestar contra os cortes anunciados recentemente. "O Governo Federal diz que é despesa obrigatória e que vai manter o valor da segunda parcela conforme acordado. Queremos acreditar que a palavra será cumprida para a parcela deste ano e para as futuras. Do contrário, teremos descontinuidade de projetos das prefeituras feitos a médio prazo para equipamentos importantes. Seguimos acompanhando e defendendo os interesses da cultura de Santa Catarina", explicou a presidente.
O Festival Inflamável chega à quarta edição e acontece de 9 a 12 de abril de 2025 na sala de cinema Gilberto Gerlach no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Viabilizado pelo Prêmio Catarinense de Cinema - Edição especial Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação Catarinense de Cultura e Governo de Santa Catarina e apoio do Museu de Florianópolis, é o único festival catarinense de cinema com projeção de filmes em Super 8 e em 16mm, com criação de curtas experimentais em tomada única de Super 8 produzidos pelo festival. O acervo de curtas da oficina do Festival Inflamável hoje supera a produção de mais de 80 filmes realizados e todos podem ser acessados digitalmente no site www.inflamavel.art.br. Todas as sessões, oficinas, eventos da programação do Festival Inflamável são gratuitos.
Nesta quarta edição foram realizados, com patrocínio do Festival Inflamável, um pouco mais de 20 curtas-metragens experimentais em Tomada Única de Super 8. De forma totalmente gratuita, artistas visuais, cineastas e técnicos audiovisuais foram selecionados para a terceira edição da Oficina de realização de curtas que ocorreu em junho de 2024 nas dependências do Museu de Florianópolis. Os filmes foram realizados entre agosto e dezembro de 2024 e encaminhados para revelação e digitalização. Todos os filmes expostos integrarão as sessões de projeção em Super 8 competitivas durante o evento de exibição.
Para a composição do corpo de jurados desta quarta edição teremos Guillermo Zabaleta, cineasta e artista audiovisual uruguaio cuja obra abarca o cinema experimental, as instalações interativas e a liderança do Lab FAC, em Montevidéu. Guillermo apresentará, juntamente com sua colega Doménica Piol, a performance Shangrilá, uma performance de cinema expandido com 3 projetores 16mm. Contaremos também com a presença no júri do professor Dr. Rafael de Almeida, do curso de Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (Teccer) da Universidade Estadual de Goiás(UEG). Ele é realizador e pesquisador de cinema e audiovisual, além de curador. Rafael também participa oferecendo a Masterclass: Filme-ensaio - Por uma estética do fragmento ou quando as imagens pensam. Para completar o júri trouxemos nesta edição a cineasta, roteirista premiada Rosana Cacciatore que além do seu trabalho no cinema ficcional e documental integra também o Duo IT de música de improviso que se apresentará no Festival Inflamável acompanhando a performance Shangrilá.
Buscando alcançar também a participação das crianças, o Festival Inflamável convidou a cineasta uruguaia e integrante do coletivo FAC, Doménica Pioli para oferecer uma Oficina de criação em 16mm e revelação botânica para crianças e seus acompanhantes. Ampliar o olhar e a sensibilização sobre processos de criação fílmica experimentais com a utilização de plantas para revelar é uma das buscas principais do Duo Strangloscope que também realizará uma oficina de Fitogramas que é um tipo de cinema sem câmera com impressão de flores e folhas diretamente sobre película 35mm para qualquer tipo de público. Optando por oferecer um festival de curtas experimentais em Tomada Única de Super 8, o Festival Inflamável amplia as sessões de exibição, performance e instalação para os trabalhos realizados também em 16mm, slides e, nesta edição, contará também com projeção em 35mm.
No espaço expositivo do Museu de Imagem e Som de Santa Catarina (MIS/SC) será montada uma exposição de instalações em filmes analógicos e outras obras de cinema expandido.
Na programação do Festival Inflamável deste ano foi criada uma ação de Acessibilidade e Integração Sócio-Cultural de surdos, cegos e assistidos pelo CAPS visando não apenas sua participação como espectadores em sessões especiais de acessibilidade, como também criadores de cinema experimental participando ativamente das oficinas de criação de filmes sem câmera em 16mm que serão exibidos na Sala de Cinema Gilberto Gerlach e integrarão a programação do festival. Esta é uma busca por uma integração efetiva desse público que visa ampliar a participação democrática de todos.
Visando ampliar a relação do Festival Inflamável com os realizadores de cinema experimental em Super 8 e 16mm latinoamericanos e expressar nossa gratidão e admiração por este grande cineasta e curador de cinema argentino analógico, o cineasta homenageado este ano é o argentino Paulo Pécora. Paulo integra a equipe do festival desde a primeira edição como projecionista, jurado e curador de filmes argentinos. Ano passado, Paulo Pécora elegeu o Festival Inflamável para a estreia do seu longa metragem El pensamiento analógico, filme sobre o cinema analogico na Argentina e desta vez volta como projecionista de filmes em Super 8 e com a apresentação de uma performance inédita: Ensayo sobre un error recurrente, performance de projeção utilizando um projetor 35mm, dois projetores de slides e dois projetores de Super 8.
O Duo Strangloscope composto pelos cineastas radicados em Florianópolis Cláudia Cárdenas e Rafael Schlichting assinam o projeto artístico e curadoria do Festival Inflamável, e Maria Emília Azevedo a direção executiva numa produção da Dois Plátanos e co-produção da Câmera Olho Filmes.
Clique no link para conferir a programação:
:: PROGRAMAÇÃO OFICIAL DO FESTIVAL INFLAMÁVEL
Equipe do Festival Inflamável:
Produtora Executiva Maria Emília Azevedo
Direção de Produção
Duo Strangloscope e Maria Emília Azevedo
Direção Artística e Curadoria Duo Strangloscope
Oficina de realização de Curtas Experimentais em Tomada Única de Super 8: Duo Strangloscope
Oficinas de realização de Cinema sem Câmera para alunos com necessidades especiais Duo Strangloscope
Apresentadora Drag Suzaninha
Projecionista de Super 8 Paulo Pécora
Projecionista de Imagem e som digital Débora Herling
Produção:
Simone Bastos
Assistente de Produção Juci Wachholz
Assistente de Produção Guará
Cobertura do evento em vídeo/stills: André Cantuária
Tradutora/Intérprete de Espanhol: Grazi Labrazca
Assessoria de Imprensa LM Assessoria
Linete Braz Martins e Luiza Machado
Criação dos troféus:
Duo Strangloscope
Comunicação Visual (Design Gráfico)
Rafael Favaretto
Equipamentos Extras
Projetores de slides, retroprojetores e projetores de Super 8, 16mm e 35mm - Câmera Olho Filmes
O Cineclube da Mostra de Cinema Infantil ocorre todos os sábados, às 16h, no Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC). As sessões têm entrada gratuita e por ordem de chegada (limitada à capacidade do espaço de 137 lugares). A iniciativa conta com apoio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) e da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
Confira a programação de abril:
Dia 5/4: Sessão Abril Indígena - Curtas-metragens nacionais de temática indígena
Duração: 47 min
Classificação indicativa: Livre
Com a exibição dos filmes:
Mytikah: o livro dos heróis – Clara Camarão (de Hygor Amorim e Jonas Brandão, animação, SP, 2019, 9 min): Manga está muito brava porque os meninos da escola não a deixam jogar bola. Mytikah aparece e leva os irmãos para conhecer a pequena índia Clara Camarão. Clara gosta de explorar a floresta e os defende dos perigos. Mais velha, Clara não se conforma em não poder lutar com os homens e as crianças a ajudam a montar seu próprio exército de mulheres.
Kwat e Jaí – Os bebês heróis do Xingu (de Clarice Cardell, documentário/animação, DF, 2022, 20 min): Os gêmeos Kwat e Jaí vivem uma jornada de aventuras em busca de sua mãe, engolida por uma sucuri que permanece presente em canções de ninar até encontrar aconchego na sua aldeia. O roteiro é uma livre leitura a partir de histórias relatadas pela Pajé Mapulu. A mitologia Kamayurá está presente nos objetos mágicos e no encontro com os antepassados no Kwarup, ilustrados em 2D e imagens em live-action captadas e interpretadas pela comunidade do Hiulaya do Alto Xingu.
Estela, a menina Maraguá (de Sofy Mazaro, animação, SP, 2023, 4 min): Uma jovem indígena que mora em uma metrópole se encontra perdida consigo mesma e no meio de uma crise criativa. Ao dormir, ela embarca em uma jornada onírica que a levará de volta à sua origem cultural.
Gente verdadeira - Série sobre infâncias indígenas. Episódio Pataxó (de Chico Faganello, documentário, SC, 2024, 14 min): Gente Verdadeira trata de diferentes infâncias indígenas que crescem em todo o Brasil. O cotidiano de meninas e meninos de comunidades remotas e outras urbanizadas, nos leva a conhecer realidades incomuns e que trazem perguntas sobre o futuro de toda a humanidade: em um tempo de exploração de territórios em nome uma ideia de progresso material, como lidar com a cultura dos povos originários? Crianças ampliam o fluxo urbano e convivem com tecnologias contemporâneas, mas também mantêm a vida ancestral. Gente Verdadeira faz um percurso ignorado há séculos, o da infância indígena, sempre apropriada e transformada pelos brancos, nunca plenamente conhecida e ainda hoje ameaçada. Dia 12/4: Filme "Teca e Tuti: Uma noite na biblioteca" - Em parceria com a Semana Municipal do Livro Infantil
(De Eduardo Perdido, Tiago MAL, Diego M. Doimo, Animação, Brasil, 2023, 74 min)
Sinopse: A pequena traça Teca vive com sua família e seu fiel ácaro de estimação, Tuti, numa caixa de costura. O que eles mais gostam é de comer papel, mas quando Teca aprende a ler, percebe que os livros não podem ser comidos, afinal, eles guardam as histórias que ela adora. Decididos a resolver um grande mistério, Teca e Tuti partem para a biblioteca em busca da história mais importante de suas vidas.
Dia 19/4: Sessão Abril Indígena - Curtas-metragens nacionais de temática indígena
Duração: 51 min
Classíicação indicativa: Livre
Com a exibição dos filmes:
Contos mirabolantes – O olho do Mapinguari (de Andrei Miralha, animação, PA, 2023, 9 min): Maria Estrela é uma menina que adora ouvir histórias antes de dormir, mas, cansada de ouvir sempre as mesmas, resolve ela mesma inventar um “conto mirabolante” em que narra a história de como o Terrível Mapinguari da Amazônia — um enorme monstro com uma enorme boca em sua barriga — perdeu seu único olho na floresta e de como a destemida Maria Estrela, montada em Esperança, seu fabuloso Boi-Bumbá Alado, parte numa busca para encontrar o olho do Mapinguari.
Naiá e a Lua (de Leandro Tadashi, ficção, SP, 2010, 13 min): A jovem índia Naiá se apaixona pela lua ao ouvir da anciã de sua aldeia a história do surgimento das estrelas no céu.
O fim da fila (de William Côgo, animação, RJ, 2016, 3 min): Baseada em um premiado livro de imagem, a animação apresenta vários animais brasileiros em fila, dia após dia. Conforme passa o tempo, surgem novos motivos para que os animais sigam em frente, sempre enfileirados – entre eles, a presença de um personagem do folclore nacional. Afinal, o que é que tem no fim da fila? A linguagem gráfica evoca a arte indígena brasileira.
Caminho dos gigantes (de Alois Di Leo, SP, animação, 2016, 12 min): “Caminho dos Gigantes” é uma busca poética pela razão e propósito da vida, que conta a história de Oquirá, uma menina indígena de seis anos que vai desafiar o seu destino e entender o ciclo da vida. O filme explora as forças da natureza e a nossa conexão com a terra e os seus elementos.
Gente verdadeira - Série sobre infâncias indígenas. Episódio Wai Wai (de Chico Faganello, documentário, SC, 2024, 14 min): Gente Verdadeira trata de diferentes infâncias indígenas que crescem em todo o Brasil. O cotidiano de meninas e meninos de comunidades remotas e outras urbanizadas, nos leva a conhecer realidades incomuns e que trazem perguntas sobre o futuro de toda a humanidade: em um tempo de exploração de territórios em nome de uma ideia de progresso material, como lidar com a cultura dos povos originários? Crianças ampliam o fluxo urbano e convivem com tecnologias contemporâneas, mas também mantêm a vida ancestral. Gente Verdadeira faz um percurso ignorado há séculos, o da infância indígena, sempre apropriada e transformada pelos brancos, nunca plenamente conhecida e ainda hoje ameaçada.
Dia 26/4: Sessão abril indígena com exibição do filme "Tainá – A Origem"
(De Rosane Svartman, ficção, Brasil, 2012, 82 min)
Clasificação indicativa: livre
Sinopse: Tainá, uma menina índia de cinco anos, sonha em transformar-se numa grande guerreira e desvendar sua verdadeira origem. Ao longo do caminho, ela faz amigos inesperados, tais como Laura, uma garota da cidade perdida na floresta, e Gobi, o menino índio nerd. Juntos nessa grande aventura, eles aprendem a superar suas diferenças culturais e enfrentam o inimigo ancestral da família de Tainá, Jurupari, a encarnação do Mal, que quer destruir toda a floresta.
Bruno Mazzeo e Lucio Mauro Filho celebram longa amizade e legado dos pais em espetáculo em cartaz no dia 12 de abril, às 20h; e 13 de abril, às 18h, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC). Além da homenagem a Chico Anysio e Lucio Mauro, “Gostava mais dos pais” propõe uma reflexão sobre a adaptação à era digital, o desafio de se manter relevante na iminência de atingir os 50 anos e a preservação da identidade diante da pressão da herança paterna.
Os atores interpretam cerca de dez personagens e várias versões de si mesmos numa série de esquetes que entrecruzam as suas histórias de vida com temas contemporâneos, como as barreiras impostas ao humor e a dificuldade de encontrar os seus lugares na era digital, a cultura do cancelamento, a instantaneidade das viralizações e as fake news.
A peça é sucesso de crítica e público, e já passou por São Paulo, Rio, Fortaleza, Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre e fará sua estreia em Santa Catarina.
Classificação indicativa: 14 anos.
Ingressos à venda no site Blueticket